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LIDERANÇA COACHING – A mais nova ferramenta de gestão

   As empresas estão sempre em busca de formas eficientes de investir em seus colaboradores para, assim, reter talentos e incentivar a permanência dos profissionais num ambiente de trabalho com clima organizacional favorável e bons resultados. A liderança sempre foi um tema relevante no mundo dos negócios, pois é fato que sem líderes adequados estratégias estão condenadas ao fracasso, pois um dos papeis essenciais do líder de um negócio é mobilizar e canalizar um grupo para objetivos comuns, convergindo esforços para um fim compartilhado.
  Planejamentos estratégicos são elaborados, a fim de mostrar aos clientes internos e externos seus objetivos a curto, médio e longo prazo, com isto as organizações esperam que seus lideres cumpram o seu papel de tornar estas estratégias inspiradoras para sua equipe e desta forma alcançar o comprometimento das pessoas e este só será possível se elas de fato acreditarem na empresa e no líder.
  Porém o apagão da mão de obra e a ineficiência das empresas para retenção de seus profissionais atualmente no mercado de trabalho assustam e levam diversas organizações a repensarem o papel da liderança. Grandes organizações com estratégias deslumbrantes e executivos de alta performance estão enfrentando dificuldades em reter seus talentos. Aumentos salariais não mais garantem a permanência de um profissional em uma organização. Mas o que mudou? Onde nossos líderes estão falhando? Quem são estes novos profissionais que estão no mercado de trabalho?
  Estes questionamentos podem nos fazer refletir e perceber que no século XXI, as formas de trabalho vêm adquirindo novas feições e o emprego passa por redefinições profundas, que também se estendem ao perfil do profissional atual. Entender as mudanças é requisito obrigatório para encontrar lugar nesse cenário.
  Uma pesquisa realizada por Tom Peters em 300 maiores empresas mostra um dado intrigante e interessante, vejam:
     - Apenas 8% das empresas pesquisadas são consideradas excelentes;
   - Todas elas tem planejamento estratégico:” para onde ir e onde querem chegar; não é o fator diferencial”;
     - Todas adotam técnicas de gestão avançadas;
     - Todas possuem estrutura organizacional enxuta e flexível.
  O FATOR DIFERENCIADOR DAS 8% FOI CONTAR COM PESSOAS FELIZES.
  Diante desta constatação onde o sucesso de uma organização depende de 80 % dos fatores humanos e 20% nos fatores técnico-operacionais, será que esta não pode ser a causa de nossos líderes não estarem conseguindo os resultados esperados de suas equipes?
  Conhecer e entender esta nova geração, ajudará o líder na busca de melhores resultados em sua equipe, saber o que motiva estes novos profissionais pode ser o grande diferencial competitivo que um líder terá para se destacar no mercado. As relações de trabalho sofreram diversas mudanças desde seu inicio, durante estas transições os lideres precisaram manter seus conhecimentos atualizados e ainda desenvolver novas habilidades para permanecerem eficientes e eficazes na gestão de pessoas.
  Diversos lideres atuam com esta nova geração com os mesmos critérios utilizados com as gerações passadas, oferecem em seus planejamentos estratégicos motivadores que não surtem os mesmos efeitos como antes. Cada geração teve seus objetivos e é muito importante não negligenciar isto. Houve gerações onde aumentos salariais era o mais importante, os profissionais da década de 90 buscavam a qualidade de vida e agora esta nova geração do século XXI busca o que chamamos de GESTÃO POR CONSEQUENCIA, ou seja, o jovem de hoje acredita que o seu bem estar está ligado diretamente com o bem estar da sociedade onde vive, sua luta é para um mundo melhor e para isto ele tem como objetivo se tornar um profissional com: eficiência, eficácia e efetividade, ou seja, é fazer certo o seu trabalho, trabalhar na coisa certa e com isto gerar resultado positivo para o cliente ou cidadão a partir de uma estratégia e de sua execução agregando valor em um resultado esperado e percebido pela sociedade.
  Os líderes tem de ser tão flexíveis quanto as empresas do século XXI.O momento exige que se repense o conceito de liderança para adequar nossas expectativas ao contexto atual. Trata-se de uma revolução de conceitos e de comportamentos que contraria décadas e décadas de educação e treinamentos, o líder passa a ter que utilizar sua inteligência emocional como nunca, ele deve olhar o profissional como uma pessoa inteira e ajuda-lo a não somente conquistar seus resultados profissionais como também os pessoais.
  Dentro deste conceito nasce um novo formato de profissional o “LIDER COACH”, no exercício do papel de coach, o líder constrói as bases para o desenvolvimento sustentado da empresa. Ele tem consciência de que a liderança não é uma posição na hierarquia e que o crescimento da empresa não depende apenas de suas conquistas individuais. Por isto, ele investe no empowerment de seus liderados, pois sabe que esta é a via que permite melhorar a qualidade, a produtividade e a prestação de melhores serviços ao cliente. Em síntese, lideres tornam-se coaches quando apoiam o crescimento de sua equipe e ajudam as pessoas a alcançar o sucesso.
  É importante ressaltar que o coaching não é um cargo. O líder coach é alguém que se compromete a apoiar o outro, buscando melhorar seu desempenho e promover seu desenvolvimento profissional e pessoal.
  Grandes líderes e organizações de sucesso veem o desenvolvimento continuo de suas equipes como um objetivo a ser constantemente perseguido. Para eles, o foco da gestão não está somente no alcance de resultados financeiros de curto prazo, mas no desenvolvimento sustentável, que exige visão de médio e longo prazo e investimentos na aprendizagem de seus colaboradores. Uma cultura voltada para o desenvolvimento das pessoas cria um circulo virtuoso de negócios – satisfação dos empregados, melhor desempenho operacional, maior satisfação de clientes, e consequentemente, uma posição consolidada no mercado.
  Como a organização desenvolve seu pessoal? Esse é um papel dos recursos humanos? Em parte sim. Cabe ao setor de treinamento criar programas e oferecer cursos voltados para a capacitação especifica dos diferentes grupos profissionais da empresa. Porém, grande parte do aprendizado profissional se dá no próprio contexto de trabalho, por meio de praticas e iniciativas do líder, no exercício de seu papel de coach.
  O papel de coach na empresa é semelhante ao do coach no esporte, ele define uma estratégia geral, alinha os recursos – nesse caso, pessoas, recursos financeiros e processos de trabalho, desenvolvendo cada individuo para formar uma equipe de alto desempenho.
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